Bases cosméticas – Poucas manobras, muitos resultados

30/10/2015

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Olá Profissional de Saúde Estética
Em meio ao contexto atual do mercado de saúde estética em que uma porcentagem relevante dos profissionais atuantes estão comprovadamente se aposentando precocemente devido à doenças e problemas oriundos pelo esforço e realização de movimentos repetitivos, é muito importante o nosso papel em alertar e orientar os recursos tecnológicos que a cosmetologia oferece para a segurança desses profissionais em termos de produtos que trabalhem a seu favor, facilitando seu trabalho prático no dia a dia para alcançar excelentes resultados. Um exemplo são as bases cosméticas. Vamos conhecer mais sobre elas?

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Alcançar um bom resultado de um tratamento estético, que seja eficaz e satisfatório para o cliente, depende de vários fatores, entre eles a escolha de um profissional bem capacitado, o que inclui o seu conhecimento para escolher o cosmético adequado para determinado tratamento. Por que dizemos isso? Se um profissional trabalhar com a escolha das bases cosméticas apropriadas, por exemplo, ele terá um produto trabalhando a seu favor e não precisará de muitas manobras de massagem para que os efeitos sejam visíveis.

Principalmente perante ao panorama atual em que comprovadamente uma porcentagem relevante de profissionais estetas estão se aposentando precocemente devido à movimentos repetitivos e sobrecarga de esforços. Por isso vale reforçar que os profissionais já contam com alta tecnologia disponibilizada em forma de cosméticos para sua segurança e benefício de sua saúde, com produtos que trabalham a seu favor.

Como funciona?

O segredo está em utilizar cremes com bases biocompatíveis, que não necessita de uma grande quantidade de produto para o deslizamento devido à qualidade da base e à dosagem dos ativos na formulação. São eles que proporcionarão o resultado e não a quantidade de manobras de massagem e o esforço dispensado em realizá-las. As bases levam esse nome porque são compatíveis com a membrana celular, compostas 100% de óleo vegetal. Esse é um grande diferencial que o consumidor deve procurar nos produtos cosméticos, pois a prática comum do mercado utiliza um misto de óleo vegetal e mineral, ou pior, apenas óleo mineral.

Mas para que haja uma permeação efetiva dos ativos que estão presentes no produto e que vão atuar em sinergia, é necessária uma base que não seja tamponante, caso do óleo mineral, cujos produtos em que essa substância está presente até rendem manobras de massagens mais extensivas, porém causam malefícios à pele, como risco de toxidade e sensibilização, além de impedirem a ação dos ativos.

bases-biocompativeisPara que a base seja considerada biocompatível, também deve estar livre de outras substâncias nocivas, entre elas os conservantes parabenos, propilenoglicol, parafina e conservantes liberadores de formol, como o DMDM Hidantoin e Imidazolidinil Urea. O óleo mineral, derivado do petróleo, como já falado, não possui valor nutritivo, não é absorvido pela pele e não promove hidratação, pelo contrário, tem ação comedogênica. Existem na literatura vários artigos que comprovam os malefícios do óleo mineral. Com relação aos riscos para os indivíduos constantemente expostos ao óleo mineral, como os profissionais de saúde estética, foi comprovado que estes possuem uma maior predisposição de apresentarem o anticorpo fator reumatoide positivo, que está relacionado a várias doenças de caráter reumático, e que eles possuem um risco aumentado de desenvolver artrite reumatoide.

Esse risco é ainda maior quando o indivíduo possui um genótipo que favorece esse tipo de predisposição e quando o indivíduo é exposto simultaneamente a outros agentes ambientais (fatores epigenéticos) que induzem artrite reumatoide, pois sabe-se que o óleo mineral está presente em vários produtos do nosso dia-a-dia, não sendo restrito apenas a cosméticos. Para identificar sua presença em um produto verifique sempre a descrição completa da formulação dos ingredientes no rótulo. Se constarem as palavras mineral oil, paraffin oil ou paraffinum liquidum (petrolato), o produto terá sua eficácia diminuída, pois contém óleo mineral, agente notadamente tamponante.

Já nos casos dos parabenos, estudos mostram que além de potencial estrogênico, apresentam ação uterotrófica, ou seja, pode apresentar efeitos tóxicos sobre o sistema endócrino interferindo com a regulação hormonal e o sistema reprodutor. Estudos com biomarcadores para substâncias químicas com atividade estrogênica comprovaram o potencial estrogênico dos parabenos no organismo. Esse composto pode se ligar tanto em receptores de estrógeno quanto de progesterona, ativando esses receptores para induzir suas atividades estrogênicas, mas existem pesquisas que mostram que os parabenos também são capazes de inibir enzimas que metabolizam o estrogênio, aumentando a atividade desse hormônio no corpo.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos avaliou 8 produtos cosméticos que continham parabenos em sua formulação, e como resultados, os autores encontraram que 6 apresentaram atividade estrogênica. Também foi mostrado que a exposição aos parabenos está associada a riscos maiores de alterações no ciclo menstrual, na fertilidade e na predisposição a cânceres de origem hormonal, sendo que o maior grupo de risco são as crianças, pois nesta fase os níveis de estrogênio ainda estão baixos, portanto, ao receberem esse estímulo precoce oriundo dos produtos contendo parabenos, aumentam-se as chances de desenvolvimento sexual feminino prematuro e ginecomastia em meninos. Ademais, os riscos não envolvem apenas alterações endócrinas, pois existem células de câncer de mama que são altamente responsivas a estrógeno, e estudos mostram que os parabenos, por se comportarem como estes hormônios, também são capazes de induzir a proliferação dessa linhagem celular cancerígena.

Os parabenos, justamente por terem essa ação semelhante à do hormônio feminino estrogênio, são contraindicados em tratamentos estéticos, pois esses, em alguns casos, estão diretamente ligados ao aparecimento de alterações inestéticas como a acne, celulite e também manchas, é que o uso de produtos cosméticos com presença de parabenos é contraindicado nos tratamentos estéticos. É como se você estivesse tratando a alteração justamente com o que a provoca, o que por si só já é contraditório. Para identificar a presença desse componente procure na formulação por: methylparaben, propylparaben, ethylparaben, isobutylparaben, butylparaben, benzylparaben e isopropylparaben. Algumas opções de conservantes já adotadas pelo mercado são o phenoxyethanol, methylisothiazolinone, caprylyl glycol, potassium sorbate, entre outros.

Outra substância nociva para o organismo que é constantemente encontrada em cosméticos é o propilenoglicol. Possui grande capacidade alergênica e irritativa, além de ser o responsável por desencadear reações cutâneas como dermatite de contato irritativa, dermatite de contato alérgica, urticária de contato e irritação subjetiva. Quando ocluídos, os cosméticos contendo propilenoglicol têm suas capacidades irritativas aumentadas.

Os liberadores de formol são outra classe de substâncias prejudiciais para a saúde. São altamente capazes de induzir reações alérgicas, principalmente em trabalhadores constantemente expostos a essas substâncias como esteticistas, massagistas, cabeleireiros, entre outros.

Resultados comprovados

Sendo assim, os profissionais com essa grande tecnologia das bases biocompatíveis ao seu alcance, não necessitam mais do que 5 minutos de manobras de massagem por região. E essa eficácia pode ser comprovada por meio de estudos científicos como o estudo de caso a seguir, que mostra a redução de gordura e não apenas de medidas, através de exames de tomografia computadorizada. Resultados esses obtidos sem massagem profissional e sem terapias alternativas, apenas com movimentos de deslizamento.

Voluntária J.C.M., de 16 anos.

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1ª Sessão                                                        20ª Sessão

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Pela tomografia computadorizada, os resultados obtidos demonstraram a redução da espessura da tela subcutânea, o que representa a ação do protocolo não somente na eliminação de líquidos acumulados, que poderia ser confundido pela perimetria, mas também ação na camada de células adipocitárias.

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Resultados obtidos da Tomografia computadorizada realizada antes da primeira e 1 (dia) após a última sessão.

*Estudos de casos cedidos pelo CIA-BV (www.ciabv.com.br) e realizados em parceria com a Buona Vita.
Protocolo utilizado (produtos Buona Vita): 2 atendimentos/semana. Total 20 sessões. 1º passo: higienização com Higisystem. 2º passo: Esfoliação com Peeling. 3º passo: Fluido Térmico, sendo 3 a 5 minutos para reação. 4º passo: Bio Slim Belt, com manobras de deslizamento. 5º passo: Bio Lift, com manobras de deslizamento.

Dicas

– Quando se trata de produtos com bases biocompatíveis, caso o profissional coloque uma quantidade de produto, e depois sobreponha com mais produto, acaba excedendo o recomendado para a região, superando a capacidade de absorção do tecido, e assim o produto se acumula na pele e se solta. Se for utilizada a quantidade necessária (recomendada pelo fabricante) para a permeação dos ativos, realizando as manobras até total penetração, não terá esse problema.

– Se mesmo assim você desejar realizar mais manobras, sugerimos que proceda da seguinte forma:

> Faça uma esfoliação na pele do cliente antes de iniciar o procedimento de manobras de massagem, para diminuir a quantidade de células mortas, isso auxilia para que não haja esse efeito adverso.
> Umedeça a sua mão, por algumas vezes, com um óleo de massagem 100% vegetal, como o Óleo de Massagem Buona Vita, ou com Águas Duras, também da Buona Vita, que tem um composto altamente drenante.

Lembre-se:

As bases biocompatíveis fazem parte de um novo conceito internacional de qualidade que vem crescendo no mercado – o dos cosméticos ecologicamente corretos, que oferecem mais segurança. Ricas em ômegas 3, 6 e 9, quando em formulações cremosas ou gel creme, elas são importantes para garantir a segurança e eficácia dos cosméticos e estão entre os fatores que influenciam a carreação dos ativos e sua permeação na pele. E, para que essas bases sejam biocompatíveis, devem ser estruturalmente semelhantes ao manto hidrolipídico da pele, ou seja, livres de substâncias irritantes e sensibilizantes. Fique de olho!

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isabel-piatti-03 Isabel Piatti – Profissional Aisthesis. Técnica em Estética. Graduada em Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal. Especialista em Cosmetologia. Especialização em Escolas de Estética e Terapias Alternativas na Europa, na área Facial, Corporal e Bem-Estar. Palestrante no VI Congresso Mundial de Medicina Estética da IAAM/ASIME, 2009, em São Paulo. Palestrante no 8° Congresso Internacional de Medicina Estética e Cirurgia Cosmética em Guaiaquil, Equador, em 2011. Palestrante em Congressos de Estética e Cosmetologia pelo Brasil. Diretora de Treinamentos da Buona Vita Cosméticos. Coordenadora do Departamento de P&D da Buona Vita Cosméticos. Consultora técnica de revistas e sites da área de Beleza e Estética. Autora do Livro ‘Biossegurança Estética & Imagem Pessoal – Formalização do Estabelecimento, Exigências da Vigilância Sanitária em Biossegurança’ e   ‘Gestantes: Cuidados Estéticos Durante a Gravidez’. isabel@buonavita.com.br