Cicatriz: cuidados que fazem a diferença

01/03/2016

As cicatrizes aparecem todas as vezes que causamos algum tipo de lesão em nossa pele, seja ela um machucado, uma cirurgia, queimaduras ou até mesmo a acne. O aspecto das cicatrizes e a eficiência da cicatrização das feridas depende de cada paciente, do seu estilo de vida, da idade, nutrição e se houve ou não infecção nos tecidos.

O processo de cicatrização também é influenciado pela espessura da pele, sendo que as peles mais espessas possuem uma chance maior de terem cicatrizes mais evidentes, diferentemente das peles com estrias ou mais finas, que possuem menos colágeno. A quantidade de colágeno presente na pele influencia diretamente na aparência das cicatrizes, que podem ser planas (normotróficas), deprimidas ou elevadas (hipertróficas), como as queloides, por exemplo.

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Este processo é constituído por um conjunto de fases que se sobrepõem, são elas: inflamatória, proliferação e remodelamento ou maturação. Vários tipos de células especializadas participam dessas fases, incluindo plaquetas, fibroblastos, células epiteliais e endoteliais, entre outras. Suas ações são reguladas por proteínas chave, entre elas os fatores de crescimento, que estão presentes em todas as fases do processo de cicatrização. A terapia tópica com fatores de crescimento e com o óleo de rosa mosqueta, tem mostrado resultados positivos na reepitelização em ferimentos. Além disso, o uso do colágeno hidrolisado e a associação de cosméticos com equipamentos também são grandes aliados.

Óleo de Rosa Mosqueta: A associação de ácidos graxos essenciais, especialmente os ácidos linoleicos, linolênico e oleico, fazem do óleo de rosa mosqueta um produto potencial a ser utilizado na terapia de feridas abertas. Esses ácidos graxos são capazes de atuar na membrana celular, aumentando sua permeabilidade e facilitando a entrada de fatores de crescimento, o que promove maior proliferação, migração celular e neoangiogênese, atuando diretamente na fase proliferativa da cicatrização.

Fatores de Crescimento: Aceleram o processo de cicatrização, pois ativam a geração de novas células cutâneas, aumentam os níveis de colágeno e elastina da pele e reduzem manchas avermelhadas. Além disso, estimulam a angiogênese, ou seja, a produção de novos capilares sanguíneos, melhorando a irrigação tecidual.

Colágeno Hidrolisado: Para que haja uma síntese adequada de colágeno, é indicada a ingestão do colágeno hidrolisado associado com a vitamina C. Esta combinação oferece quantidades significativas de glicina e prolina, aminoácidos que favorecem o processo de cicatrização.

Outras opções terapêuticas: LED; Alta Frequência; Laser; Luz Intensa Pulsada; Radiofrequência; Iontoforese e Microcorrentes.

Além disso, alguns cuidados são fundamentais no processo cicatricial. Após qualquer tipo de lesão causada à pele, deve-se respeitar o período de cicatrização, pois a exposição solar pode acelerar o processo de produção de melanina, deixando assim cicatrizes mais escuras e difíceis de serem tratadas. Se o caso for de acne, a exposição ao sol pode piorar o problema, já que a produção de sebo aumenta. Portanto, se houver exposição, aplique sempre um bom filtro solar e utilize também uma proteção física sobre a cicatriz. Ainda, dependendo da lesão, as de cirurgias por exemplo, é de grande importância obedecer ao tempo de descanso indicado pelo médico, pois o excesso de esforço ou movimento pode prejudicar o resultado final da cicatriz.