Flacidez: saiba como fazer a avaliação correta

21/04/2016

flacidez-peleA flacidez está entre as alterações inestéticas corporais que mais desafiam os profissionais de saúde estética a alcançar um resultado satisfatório. Primeiramente, para um atendimento completo e diferenciado, nada melhor do que fazer uma análise minuciosa de cada caso em questão e, a partir daí, oferecer tratamento estético personalizado, baseado em genética e epigenética, de acordo com as particularidades e necessidades de cada pessoa.

Por isso nossa dica de hoje é para você, profissional de saúde estética, pois é muito importante que você conheça bem o histórico de vida de seu cliente, incluindo seus costumes e rotinas atuais, afinal, tanto a genética quando a epigenética (ação dos meios e hábitos de vida), interferem no aparecimento e no tratamento das alterações estéticas. E, para reunir e analisar essas informações, é realizado o prontuário estético, que irá embasar todo o tratamento.

flacidez bracoNo quadro para avaliação clínica, que deve ser preenchido no PAC (Prontuário Estético Corporal) deve ser levada em consideração a análise da flacidez, sendo classificada como do tipo moderada – fase elástica / intermediária – fase de flutuação / avançada – fase plástica nas regiões de braços, dorso, flancos, glúteos, coxas e abdômen.

– O que é flacidez?
A flacidez de pele ou hipotonia tissular é uma alteração inestética bastante difícil de se tratar. É resultado de fatores genéticos e epigenéticos, como o envelhecimento, períodos de emagrecimento e engorde “efeito sanfona”, gestações, sol, má alimentação com consumo exagerado de carboidratos e açúcares, tabagismo, entre outros. A flacidez tissular é um termo que se refere à qualidade ou estado flácido tecidual, isto é, tecido frouxo e que pode estar ou não associada a uma flacidez muscular. Na flacidez tissular, a pele perde a sua elasticidade e, com isso, o aspecto inestético é inevitável.

flacidez– Avaliação
A avaliação é feita pela inspeção visual, pois o tecido apresenta dobras e vincos. É por meio de pinçamento que se pode perceber a diminuição da tensão e consistência do tecido dérmico. É preciso fazer o “teste de prega”, uma manobra que consiste em fazer uma prega com os 3 primeiros dedos da mão, abrangendo uma boa quantidade de tecido. Segure a prega por uns 3 segundos e solte, observando o tempo para retorno à configuração de repouso. Se demorar muito para voltar à normalidade, há flacidez.

– Classificação
Fase Elástica:
Lei de Hooke, ou seja, a tensão é diretamente proporcional à habilidade do tecido em resistir à carga. Nesta fase, quando o tecido for submetido a uma tensão, apresentará resistência. Voltará ao normal quando a carga for retirada.

Fase de Flutuação: Com a carga mantida, o estiramento continua e tende a um limite ou valor de equilíbrio. Nesta fase ocorrem alterações nas cadeias de carbono, portanto, se a carga a que o tecido foi submetido for retirada, não voltará à configuração inicial.

Fase Plástica: Nesta fase ocorre uma deformação permanente no tecido, ou seja, se o tecido passar do seu limite de elasticidade, esta deformação torna-se permanente. O tecido já apresenta queda.

Ponto de Ruptura: Depois de um estiramento total, o organismo tentou reverter e não conseguiu. Neste caso, já há instalação de estrias, outro problema estético. É como se um pano fosse esticado até o máximo e não aguentasse a força – e como consequência haveriam “rasgos”.

Com certeza quanto mais a fundo você conhecer a alteração estética, mais fácil será traçar o tratamento personalizado ideal para cada cliente, com os melhores ativos para alcançar resultados muito mais satisfatórios.

Para baixar o arquivo completo do PAC (Prontuário de Avaliação Corporal), clique aqui.