Peeling – o queridinho da estética

19/05/2016

peelingO inverno nem chegou mas as solicitações de quem ama o peeling de paixão já começaram a bombar nos centros de estética. E não é à toa que ele é o queridinho dos frequentadores: os protocolos com peeling estão entre os mais realizados, tanto pelos benefícios que proporcionam para a aparência geral da pele, quanto pela potencialização de resultados que oferecem associados a outros protocolos, tanto faciais quanto corporais.

E, para mostrar que o peeling também está entre os nossos preferidos, vamos iniciar hoje uma série de posts com mais informações sobre esse procedimento e suas indicações. Como ajuda a melhorar a permeação de ativos, o peeling é ideal para ser associado aos tratamentos de alterações inestéticas como hipercromia (manchas), rejuvenescimento, estrias e sequelas de acne, bem como demais sequelas/cicatrizes e hiperpigmentação pós-inflamatória, entre outras.

A boa notícia é que hoje, graças aos avanços na cosmetologia, não é mais preciso esperar os períodos mais frios para a realização do peeling (embora eles ainda sejam os mais indicados, principalmente para quem vai optar por alguns ácidos específicos). O profissional já pode trabalhar com a aplicação do peeling durante o ano inteiro, com resultados efetivos, segurança e menos agressão à pele do cliente, bastando para isso fazer a escolha adequada para cada situação. Por isso é muito importante conhecer os tipos de peeling, as características das alterações inestéticas e as opções de ativos disponíveis nos cosméticos para peeling.

TIPOS DE PEELING
Em cabine, apenas estão liberados os peelings de ação superficial. Há também os peelings considerados de ação média a profunda, como os por radiofrequência, a laser e por Luz Intensa Pulsada (IPL), mas devem ser executados por profissionais especializados. Considerando os de ação cosmética, tem-se a seguinte divisão:

Peeling mecânico/físico
A esfoliação é realizada por meio da fricção do cosmético sobre a pele, interagindo por ação mecânica pela pressão do ativo e da substância entre a pele e as mãos de quem está aplicando o produto, fazendo com que haja uma espécie de “lixamento” que resultará na retirada das células que já estão em processo de desprendimento, sendo uma esfoliação superficial. O ideal é utilizar produtos que tragam na composição agentes esfoliantes como as esferas vulcânicas, que não provocam microfissuras nem lesões à pele e ainda são ecologicamente corretas.

Peeling Químico
São agentes com poder queratolítico, que levam à microdescamação e consequente regeneração dos tecidos, como por exemplo os cosméticos que contém ácidos. Quando presentes nesse tipo de produto para uso em cabine, os ácidos vão atuar basicamente nas primeiras camadas da epiderme e não devem atingir a epiderme viável e a derme. O peeling químico também é chamado de resurfacing químico.

Peeling Enzimático
É tido como uma alternativa tecnológica e natural à esfoliação química. Age como um peeling versátil, controlado, seguro e de alta performance. Sua atividade queratolítica se dá de forma suave, mas eficaz, a partir das enzimas, como as da romã e da abóbora, que são proteínas consideradas essenciais em todas as funções biológicas do organismo. Além da ação queratolítica, alguns cumprem o papel complementar de agentes clareadores e inibidores de pigmentação. Esse tipo de peeling apresenta ainda como vantagem o fato de ser menos agressivo, podendo ser usado até em peles sensíveis, bem como em todos os tipos e fototipos, inclusive em gestantes. Por não provocar fotossensibilidade, seu uso se torna propício em todas as épocas do ano, tanto em cabine como manutenção diária.

Contraindicações
De um modo geral, os peelings, em especial os químicos, são contraindicados em casos de cicatrizes hipertróficas/formação de queloides, herpes, eritema persistente, escoriações, histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória permanente, lesões/ferimentos e peles altamente sensíveis ou sensibilizadas por algum procedimento. Conforme o tipo de produto utilizado e ativos que contém, também deve ser analisado o fototipo e se a paciente é gestante, entre outras particularidades de cada substância. A frequência de aplicação e o tempo de exposição variam de acordo com o grau da alteração inestética, o tipo de peeling e a sensibilidade da pele, devendo o profissional de saúde estética estar sempre atento às reações, resposta ao tratamento e aos resultados alcançados após cada aplicação, que sempre vão variar para cada indivíduo, por também dependerem de uma série de fatores.

E aí, ficou interessado em mais detalhes sobre os tratamentos com peeling? Então fique ligado que em breve tem mais aqui para você!