Câncer de Mama. Estética Humanizada = Respeito à Vida

03/10/2016

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Olá profissionais da Saúde Estética. Você com certeza já ouviu falar no Outubro Rosa, não é mesmo? Durante esse mês, é realizada a campanha nacional de prevenção ao câncer de mama, por isso o país inteiro veste o “rosa” como referência a essa mobilização e para reforçar a importância de se cuidar e fazer o diagnóstico precoce, pois aumenta as chances de sucesso no tratamento. Dentro desse contexto também temos a valorização e respeito à vida, o que acaba trazendo à tona uma reflexão sobre o papel do profissional de saúde estética para uma estética mais humanizada, assunto que você confere a seguir.

A chegada do mês de outubro pode trazer uma reflexão que vai além da campanha de prevenção do câncer de mama – o chamado Outubro Rosa, que tem foco nacional e muita representatividade no país. Para nós, profissionais de saúde estética e todos que, de alguma forma, tem ligação com esse segmento, é preciso uma visão um pouco mais abrangente, que envolve o conceito de estética humanizada, afinal, a preocupação com a saúde, bem-estar e qualidade de vida tanto de quem atua na área, quanto de quem faz tratamentos estéticos, deve ser constante. É preciso compreender e exercer, acima de tudo, o respeito à vida, valorizando justamente o que as pessoas são como seres humanos em si. Mas como fazer isso no âmbito da estética?

Embora o conceito de humanização venha aos poucos ganhando espaço na área de estética, ele não é de hoje. A palavra “estética” vem do grego “aisthésis”, que significa percepção, sensação, sensibilidade, ou seja, é a faculdade de sentir, a compreensão pelos sentidos. Dessa forma, tem-se que o profissional de saúde estética deve utilizar sua percepção e seu conhecimento técnico para determinar tratamentos personalizados e exclusivos para seus clientes, transformando a ciência e a informação em saúde e beleza. Historicamente, a palavra estética traz consigo uma reflexão filosófica sobre a beleza, que sofreu mudanças ao longo dos tempos sobre sua percepção. O que era belo, pode não o ser mais, ou voltar a ser, fazendo surgir assim a cada período de tempo novas manifestações de beleza, inclusive deixando de lado a falsa percepção que muitos têm de que beleza e cuidados estéticos estão ligados à futilidade. Por meio da estética, também se busca felicidade, bem-estar, qualidade de vida, autoestima, mantendo os indivíduos ativos e saudáveis.

Por outro lado, a indústria da beleza e a movimentação econômica podem levar ao consumismo desmedido e, consequentemente, à banalização dos atendimentos, à massificação e à transformação do indivíduo em objeto, o que coloca ainda mais em evidência a necessidade de se trabalhar a favor de uma estética humanizada e não mais apenas pacotes fechados ou as chamadas compras coletivas de tratamentos e protocolos. Temos que pensar em qualidade, não apenas em quantidade. Falar em humanismo e em humanização é colocar o ser humano como ponto central, valorizando ele como pessoa, por sua essência e por toda história de vida que ele traz consigo. É demonstrar interesse, atenção e cuidado, respeito à vida do outro como ser único. Não basta excelência e eficácia técnica no atendimento, é necessário, portanto, humanização.

Nesse cenário, tanto os profissionais de saúde estética precisam ter condições adequadas de trabalho, com espaços confortáveis em seu ambiente profissional tanto para ele como para quem vai desfrutar daquele serviço, respeito à individualidade, bem como buscar fornecer um melhor atendimento aos clientes, de forma personalizada a partir da especialização do profissional. Com isso, o profissional de saúde estética passa a ter uma atuação muito mais ampla. Ele deixa de ser um “aplicador de cosméticos” e passa a ter importância dentro de um contexto maior, sendo justamente aquele que utiliza seus sentidos e conhecimentos para determinar tratamentos personalizados e exclusivos para seus clientes, estando capacitados para essa assistência integrada e entendendo que as alterações inestéticas devem ser encaradas a partir de um contexto global.

Para isso o primeiro passo é ter como base uma avaliação precisa do cliente, com um prontuário estético bem completo, para tornar o atendimento apropriado às necessidades deles. Não basta colher a informação com o cliente no momento do preenchimento do prontuário estético, é preciso saber aplicá-la no contexto das necessidades daquele cliente, ou correrá o risco de deixar de lado o lado humano, que é olhar para a pessoa como ser único. É preciso também conhecer suas expectativas e sua relação atual com seu corpo, seu organismo e com as alterações que o incomodam, investigando suas causas, que podem ir além das questões estéticas, da genética (o que herdamos de nossos familiares) e epigenética (interferência do meio e dos hábitos de cada um).

O profissional deve manter sempre uma relação que preserva a ética e honestidade, bem como ser criterioso e atuar com segurança na aplicação dos tratamentos tanto no que se refere à biossegurança do ambiente como também a escolha dos produtos e materiais que serão utilizados. Esse cuidado deve começar já na escolha dos cosméticos a partir de suas composições e não da marca de nossa preferência, que muitas vezes trazem substâncias que trabalham contra os resultados que desejamos. Pensando nessa segurança é que devemos ler os rótulos e buscar produtos com bases biocompatíveis, que além de ricas em ômegas 3, 6, 7 e 9, são importantes para melhorar a permeação dos ativos cosméticos na pele, permitindo se chegar a melhores resultado, bem como pela sua segurança, pois são livres de substâncias nocivas, irritantes e sensibilizantes, como o óleo mineral, parafina, propilenoglicol, fragrâncias artificiais, conservantes parabenos e liberadores de formol, como o DMDM Hidantoin e Imidazolidinil Urea. Para saber como identificar essas substâncias nos produtos, leia mais sobre o INCI NAME dos ativos.

Essa é uma das razões de associarmos a estética humanizada ao Outubro Rosa. Os parabenos são um exemplo de substância que pode ser encontrada nos cosméticos e que, além de acarretar em processo alérgico e de sensibilização da pele, apresenta características estrogênicas, ou seja, agem no organismo como se fossem o estrogênio, um hormônio feminino. Estudos mostram que os parabenos, ao serem aplicados na pele, podem ser absorvidos pelo corpo, provocando desregulação endócrina.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o mais incidente em mulheres, sendo os principais fatores de risco para esse tipo de câncer estão ligados à idade, aspectos endócrinos e genéticos, sendo que os aspectos endócrinos estão relacionados principalmente ao estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento de risco quanto maior for o tempo de exposição.

Por isso o Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama tem como objetivo reduzir a exposição a fatores de risco, diminuir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da mulher acometida pela doença. Com tudo isso que foi exposto, não há razões para insistir em uma matéria-prima, como os parabenos, se o mundo evoluiu e apareceram outras centenas de opções mais seguras. Muitos cosméticos ainda seguem a mesma tecnologia do século passado, em que apenas o sensorial era importante. Hoje vamos bem mais além, o objetivo é a segurança do consumidor e a maior permeação e efetividade dos ativos, fazendo assim com que haja uma maior colaboração para uma estética humanizada.

Na luta contra o Câncer e por uma estética mais humanizada, cuide da sua beleza com o que há de mais seguro. Reduza a exposição a fatores de risco e faça escolhas mais seguras e conscientes. Opte por cosméticos com Bases Biocompatíveis!

Este material é de autoria de Isabel Luiza Piatti e está protegido sob a Lei de Direitos autorais. A sua reprodução total ou parcial é permitida, desde que na sua forma original sem qualquer tipo de adulteração ou alteração, sendo obrigatório a citação do nome do autor, sua obra e fonte de veiculação. O descumprimento destas condições ensejará ao infrator as penalidades cíveis e criminais cabíveis.

 isabel-piatti-03 Isabel Piatti – Profissional Aisthesis. Técnica em Estética. Graduada em Tecnologia de Estética e Imagem Pessoal. Especialista em Cosmetologia. Especialização em Escolas de Estética e Terapias Alternativas na Europa, na área Facial, Corporal e Bem-Estar. Palestrante no VI Congresso Mundial de Medicina Estética da IAAM/ASIME, 2009, em São Paulo. Palestrante no 8° Congresso Internacional de Medicina Estética e Cirurgia Cosmética em Guaiaquil, Equador, em 2011. Palestrante em Congressos de Estética e Cosmetologia pelo Brasil. Diretora de Treinamentos da Buona Vita Cosméticos. Coordenadora do Departamento de P&D da Buona Vita Cosméticos. Consultora técnica de revistas e sites da área de Beleza e Estética. Autora do Livro ‘Biossegurança Estética & Imagem Pessoal – Formalização do Estabelecimento, Exigências da Vigilância Sanitária em Biossegurança’ e   ‘Gestantes: Cuidados Estéticos Durante a Gravidez’. isabel@buonavita.com.br