Você mexe no celular ou na bolsa durante o atendimento estético?

21/03/2017

Fique de olho! Mexer no celular e na bolsa durante o atendimento estético pode ser perigoso pois oferece risco de contaminação

Basta dar uma olhadinha no Facebook e no Instagram para ver que muitas pessoas, dentre elas diversas famosas, tiram fotos com o celular durante os procedimentos estéticos.

Porém, o que muitos desconhecem, é que este aparelho, que está conosco em nossa rotina, é um reservatório de micro-organismos, muitas vezes nocivos à nossa saúde.

A superfície do telefone móvel se torna um ambiente favorável para o desenvolvimento de alguns tipos de bactérias e fungos, uma vez que elas se proliferam com a ajuda de resíduos e substâncias graxas encontradas nas nossas mãos, além do calor gerado pelo próprio aparelho.

Um estudo realizado pela Universidade de Londres compara o nível de contaminação dos celulares com os de tampas sanitárias e maçanetas de portas. As bactérias encontradas com mais frequência nesses aparelhos são as Escherichia coli, Enterococcus spp e alguns tipos de Staphylococcus, responsáveis por ocasionar diarreia, infecções e intoxicação alimentar, respectivamente.

Outro acessório bastante comum entre as mulheres, e que também pode carregar micro-organismos, é a bolsa. Muitas vezes por falta de um lugar adequado, são deixadas no chão ou em outros locais que podem estar contaminados.

Quando chegam à cabine estética, muitos pacientes colocam a bolsa em cima da maca, que está arrumada para o atendimento. Isso pode propiciar a proliferação de fungos e bactérias que estão no acessório, e pode acarretar danos à saúde, principalmente quando o protocolo é mais invasivo, pois a pele está lesionada, e assim, mais suscetível à contaminação.

O correto é pedir para o cliente guardar o celular durante o atendimento e ter um local apropriado onde ele possa guardar sua bolsa e outros acessórios. Desta forma, evita-se que os coloque em cima da maca ou outro local que possa sofrer contaminação.

Outra atitude muito importante é sempre fazer a correta assepsia das mãos, tanto do profissional quanto do paciente, bem como do local de aplicação do protocolo. Porém, essa higienização deve ser feita com produtos específicos contendo substâncias antissépticas, como por exemplo o chlorexidine. Também vale ressaltar a importância da utilização dos equipamentos de proteção, como luvas descartáveis, toucas, máscaras e óculos, de uso obrigatório em alguns protocolos.

 

Confira mais sobre biossegurança na estética aqui.

Fontes: Artigos
Contaminação bacteriana em telefones;
Contaminação de telefones celulares da equipe multiprofissional em uma unidade de terapia intensiva;
Contaminação microbiana de telefones celulares da comunidade acadêmica de instituição de ensino superior de Araguari (MG);
Contaminação microbiana de telefones celulares de acadêmicos de uma universidade do sul do Brasil;
Identificação e prevenção de microrganismos presentes nos aparelhos celulares de alunos e funcionários da universidade cidade de São Paulo.