É possível comprovar a eficácia de um cosmético sem testes em animais?

06/09/2017

Um dos temas muito discutidos no mundo hoje, e que tem direta ligação com os cosméticos, é a realização de testes em animais.

Existem diversas organizações não governamentais (ONGs), bem como campanhas e certificadoras que lutam para mudar essa realidade, como o Projeto Esperança Animal e a ONG internacional Cruelty Free.

Em alguns países do globo esta prática já foi proibida, como na União Europeia, que baniu testes em animais desde 2013.

O Brasil também caminha para a extinção desses testes. Em julho deste ano, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), já deu o aval para a PLC 70/2014, que proíbe o uso de animais em testes para produção de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal. Esta matéria ainda veda o comércio de produtos que tenham sido testados em animais e incentiva técnicas alternativas para avaliar a segurança das formulações. Os testes em animais só poderão ser realizados em situações excepcionais admitidos pela autoridade sanitária.

O projeto segue agora para exame da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e posterior deliberação final pelo Plenário do Senado.

Mas, ainda alguns países, como a China, exigem esta prática para empresas que não fabricam no país.

Então você deve estar se perguntando como são feitos os testes sem crueldade animal.

Existem métodos in vitro, que basicamente são o cultivo artificial de células e tecidos, geralmente humanos, a criação de pele artificial, a bioimpressão em 3D, além de métodos químicos e os in silico, que são computacionais, com a utilização de sistemas. Em conjunto, essas técnicas, podem substituir os testes em animais de forma muito eficiente.

Também é importante ressaltar que os testes em animais não são 100% seguros, uma vez que o organismo humano responde de forma muito semelhante ao dos animais, porém não é idêntico. Um exemplo disso é que os camundongos não apresentam resposta imunológica ao níquel, mas esse componente é um dos maiores causadores de alergias em humanos.

Os profissionais de saúde estética e os consumidores também podem fazer sua parte não adquirindo produtos de empresas que realizam testes em animais, e esta informação deve constar no rótulo dos cosméticos.

Para te ajudar nesta tarefa, confira uma lista de empresas amigas dos animais neste link http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm

Fontes:
https://www.terra.com.br/noticias/e-possivel-eliminar-testes-em-animais-no-brasil,b60c82d04e9e1cc922b781b05526036f6aomua4w.html
http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/06/camara-aprova-fim-do-teste-com-animais-para-produtos-cosmeticos.html
http://www.makeoverday.com.br/lei-sobre-testes-em-animais-para-cosmeticos-na-china-lei-e-atual-e-antiga/
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/26/projeto-que-proibe-testes-em-animais-pode-passar-pela-analise-da-cae
http://istoe.com.br/ong-cobra-fim-de-testes-com-animais-na-industria-de-cosmeticos-do-brasil/
https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/alternativas-para-evitar-testes-com-animais,ecfeef42a3cbb89160b5dcd677c4c26cv0fn7kfl.html