Máscara de argila para cabelos oleosos

16/02/2017

Cabelos com aspecto pesado, fios com aquela sensação gordurosa e “ensebada”, pesados, sem volume, e couro cabeludo sofrendo com o excesso de oleosidade produzida. Se você sofre com esse problema, saiba que a estética pode ser sua aliada com um tratamento simples, porém milenar e de grande efetividade: máscara de argila.

O uso das argilas em tratamentos medicinais, terapêuticos e estéticos é tido como um dos recursos mais antigos ainda em uso na área de saúde estética, com adeptos fiéis e sempre em alta. Ricas em nutrientes, elas trazem uma lista extensa de benefícios, podendo ser associadas a diferentes tratamentos estéticos, inclusive o do couro cabeludo para aqueles que sofrem com os cabelos oleosos, sendo indicadas inclusive para controlar os sinais e sintomas da dermatite seborreica capilar.

O primeiro ponto a ser observado é que as argilas devem ser verdadeiramente naturais, ou seja, dar preferência à versão em pó em vez da pastosa (aquelas que já vêm diluídas e prontas para a aplicação). Esse é o nosso verdadeiro “pó mágico”. Embora a princípio as pastosas pareçam mais práticas para o uso, por conterem água na composição, as argilas vendidas nesse formato obrigatoriamente levam conservantes, o que tira um dos princípios mais importantes do uso das argilas, que é sua naturalidade, mantido integralmente nas versões em pó, sem conservantes. Muitas argilas também são classificadas em cores, mas é importante analisar se essa é uma característica natural de seus componentes, e não apenas corantes artificiais adicionados às mesmas e que também vão descaracterizar sua naturalidade.

Por ser um componente de origem mineral, coletada diretamente do solo, seu principal e mais abundante componente é o alumínio (silicato de alumínio – depurativo, desintoxicante, cicatrizante e descongestionante), além de oligoelementos, silícios orgânicos, e outros componentes que podem estar presentes, como titânio, cobre, magnésio, zinco, cálcio, potássio, manganês, sódio, ferro, etc, abundantes na natureza. Dependendo da sua finalidade, ela pode ainda ser enriquecida, para potencializar os efeitos e resultados estéticos.

A argila indicada para uso capilar no tratamento do couro cabeludo e dos cabelos oleosos é a mesma utilizada para o tratamento de peles oleosas e acneicas, que traz uma composição equilibrada e adequada de oligoelementos, além de ser enriquecida com carvão vegetal ativado (secativo, regulador da seborreia e depurativo). Esse carvão vegetal é o mesmo tipo de substância utilizada em filtros de água, justamente pela propriedade de purificação, que aumenta o poder dermopurificante da argila, o que a torna ideal para o uso em peles acneicas, oleosas e nos tratamentos capilares (cabelos seborreicos), além de peles desvitalizadas e desidratadas. É ou não é mesmo nosso verdadeiro pó mágico?

E acreditem, ainda é possível potencializar todas essas maravilhas que a argila oferece. Basta para isso associar ao pó da argila uma água termal no momento do preparo da máscara. Além de ajudar a emulsionar, irá melhorar os efeitos devido à altíssima concentração de oligoelementos como sódio, magnésio, zinco e manganês, minerais presentes nas águas termais.

O melhor e mais indicado é procurar um profissional de saúde estética para uma avaliação mais precisa. A partir dessa orientação, a aplicação pode ser feita pela própria pessoa, em casa, em um intervalo de três vezes por semana ou a cada três dias ou, ainda, conforme recomendação do profissional. A máscara de argila deve ser aplicada no couro cabeludo seco, com a ajuda de uma espátula ou acessório apropriado, ou com a mão, esfregando suavemente (se optar pelo uso do pincel, observe a liberação da Anvisa para uso em cabine na sua cidade e fique atento a todas as normas de biossegurança).

Após o tempo de ação (em torno de 15 a 20 minutos), deve-se lavar os cabelos de modo habitual, evitando água em temperatura muito elevada, que pode aumentar a ação de hipersecreção das glândulas sebáceas. A média de tratamento é de dois meses mas pode variar conforme cada caso, por isso a indicação de acompanhamento do profissional de saúde estética de tempos em tempos, a partir de critérios que ele mesmo irá estabelecer para a avaliação.

Então chega de sofrer com a oleosidade nos cabelos. Agora é hora de exibir fios soltos, sedosos e, principalmente, saudáveis. E nossa dica de produtos para esses resultados são:

Argila Enriquecida Pele Oleosa e Capilar, da Buona Vita.

Águas Duras – Água termal potencializadora, da Buona Vita

Este material é de autoria de Buona Vita e está protegido sob a Lei de Direitos autorais. A sua reprodução total ou parcial é permitida, desde que na sua forma original sem qualquer tipo de adulteração ou alteração, sendo obrigatório a citação do nome do autor, sua obra e fonte de veiculação. O descumprimento destas condições ensejará ao infrator as penalidades cíveis e criminais cabíveis.

Referências Bibliográficas
GOMES, Roseline K., GABRIEL, Marlene. Cosmetologia, descomplicando os princípios ativos. Ed. LMP, São Paulo, 2006.
PERETTO, Iracela C. Argila. Editora Paulinas.

A polêmica dos parabenos e seu uso em cosméticos

14/02/2017

Os cosméticos, assim como outros produtos industrializados, precisam ter em suas composições uma substância que os conserve e ofereça ação antimicrobiana, evitando a proliferação de micro-organismos indesejados, como os fungos e bactérias, e protegendo o consumidor de infecções ou reações ocasionadas por produtos contaminados. O problema é que essa substância oferece riscos podendo ser nociva para o organismo humano, por isso os parabenos devem ser evitados e substituídos por outros conservantes mais seguros, como já é feito por algumas indústrias de cosméticos, por exemplo.

Encontrados nos rótulos dos produtos como paraben, ethylparaben, methylparaben, butilparaben, propylparaben, isobutilparaben, alquil, parahidroxibenzoaro, nipagin, nipazol, entre outros, os parabenos são conservantes empregados em larga escala em alimentos, fármacos, produtos de higiene pessoal e cosméticos, mesmo sendo considerados xenobióticos (substâncias nocivas e estranhas ao organismo). A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), permite a utilização deste composto químico em concentração máxima de 0,8% em um produto cosmético.

Várias pesquisas mostram a importância sobre esse alerta no uso de produtos que contenham parabenos. Um exemplo é o de um estudo realizado em 2004 por pesquisadores da University of Reading, na Grã- Bretanha, que encontrou altas concentrações de parabenos em tecidos retirados de tumores mamários. Também descobriram que os parabenos agem no organismo de forma similar aos estrogênios, e poderia ser um dos fatores responsáveis pelo surgimento de câncer de mama, já que este hormônio tem influência no aparecimento deste tipo de câncer.

Outro estudo desenvolvido pela American Cancer Society, detectou parabenos em mais de 99% da população dos Estados Unidos, por meio de análise de amostras de urina.

Ainda existem indícios de que os parabenos podem aumentar os riscos de câncer de próstata e testículos, diminuição da fertilidade e na quantidade de espermas, alergias cutâneas e envelhecimento precoce.

Como não há informações conclusivas a respeito dos malefícios deste conservante, o bom mesmo é evitar produtos que contenham parabenos em sua composição.

Lembre-se, leia sempre o rótulo! Cuidar da beleza com um olhar atento para a saúde, é humanizar a estética!

#estéticahumanizada

Fontes: http://ahau.org/o-perigo-dos-cosmeticos-saiba-como-escolher/
http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=23
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2011/05/alem-de-cancer-parabeno-pode-causar-perturbacao-endocrina-3325153.html
http://www.namu.com.br/materias/voce-sabe-quais-sao-os-riscos-dos-parabenos-nos-cosmeticos
Este material é de autoria de Buona Vita e está protegido sob a Lei de Direitos autorais. A sua reprodução total ou parcial é permitida, desde que na sua forma original sem qualquer tipo de adulteração ou alteração, sendo obrigatório a citação do nome do autor, sua obra e fonte de veiculação. O descumprimento destas condições ensejará ao infrator as penalidades cíveis e criminais cabíveis.

Eletroterapia: equipamentos que potencializam resultados

09/02/2017

Hoje nosso assunto é direcionado principalmente a você, profissional de saúde estética. Nós sabemos que os clientes cada vez mais buscam tratamentos estéticos com resultados mais do que satisfatórios, eles querem resultados rápidos. É tudo “pra ontem”. Mas sabemos também que o mercado oferece diversas alternativas que aceleram e potencializam os resultados dos tratamentos estéticos realizados com cosméticos, em cabine. Uma delas é justamente o uso de equipamentos de correntes elétricas.

Por isso selecionamos algumas técnicas para você conhecer melhor de que forma elas vão atuar em prol do tratamento estético. Mas antes vamos falar um pouco sobre a eletroterapia. Ela é aplicada para potencializar os resultados nos tratamentos de alterações inestéticas. Consiste no uso de aparelhos que vão transmitir o fluxo elétrico, por meio de eletrodos, através da pele do paciente, empregando diferentes tipos de correntes. Na estética, é utilizada em associação a produtos cosméticos direcionados para a finalidade em questão, promovendo justamente a tão desejada melhora nos resultados.

Uma vez que o estrato córneo é a principal barreira para a penetração de substância através da pele, a eletroterapia vai atuar como uma forma de romper esta barreira, ou seja, de forma simplificada podemos dizer que o uso dos equipamentos vai aumentar a chegada dos ativos cosméticos para tratar as alterações.

Conheça algumas técnicas de eletroterapia:

Iontoforese
A iontoforese utiliza a corrente Galvânica, uma corrente contínua, constante e unidirecional, que pode ser encontrada facilmente em vários aparelhos disponíveis no mercado. Está baseada em três grandes efeitos fisiológicos:
– Aumento da permeabilidade: Durante a aplicação da corrente galvânica, a concentração de íons presentes no estrato córneo fica aumentada e, desta forma, consequentemente fica diminuída a resistência da pele, o que facilita a penetração de substâncias durante a passagem do campo elétrico.
– Eletroosmose: é determinada pelo fluxo de líquido que ocorre durante a iontoforese, o que certamente auxilia na penetração de substâncias neutras (sem carga) e de alta massa molecular, além de íons. Quando utilizamos uma corrente elétrica do tipo contínua pode-se verificar um fluxo de água do ânodo (eletrodo +) para o cátodo (eletrodo -), que é conhecido como fluxo eletroosmótico. E esta ação permite causar um movimento transdermal de solutos ionizáveis e não carregados eletricamente que estão dissolvidos na solução doadora.
– Eletrorrepulsão: por esse mecanismo, tanto os ativos de valência positiva quanto negativa serão liberadas, desde que sejam colocadas sob o eletrodo que apresente a mesma carga elétrica. Assim, ativos de valência positiva deverão ser exclusivamente colocados sob o pólo positivo, enquanto os de valência negativa, somente no pólo negativo.

Microcorrente
Produzem correntes contínuas ou pulsadas com amplitudes máximas de 1.000µA. A utilização desse tipo de corrente estimula a bioeletricidade tecidual para acelerar a cicatrização, aumenta a permeabilidade da membrana celular, acelera a produção de colágeno no organismo, eleva o nível de ATP e da síntese de proteínas, além de estimular o sistema linfático.

 

Desincrust
Procedimento de ação eletroquímica para retirar o excesso de sebo das peles extremamente lipídicas. Utiliza a corrente Galvânica (contínua, constante e unidirecional) em dose máxima de 4 a 5mA, para uma limpeza (saponificação) em profundidade na pele. Atua superficialmente proporcionando o destamponamento pilossebáceo.

 

Eletroporação
Técnica não invasiva a partir da ação de ondas eletromagnéticas, com características especiais e duração de pulsos em micro ou milissegundos, normalmente produzidas por radiofrequência de baixa intensidade, não ionizante e atérmicas. Permite a abertura dos Portais Intracelulares (canais proteicos) por via transdérmica, alterando transitoriamente a permeabilidade da membrana celular. Os princípios ativos devem ser específicos para cada caso e as substâncias podem ser em nanotecnologia, a fim de potencializar o transporte para o interior da célula. Indicada para pré e pós-operatório de cirurgia plástica e outros procedimentos estéticos, rejuvenescimento facial, linhas de expressão, sequelas de acne, lipodistrofias, fibro edema geloide (celulite), estrias, hipercromias e flacidez tissular, entre outros.

Radiofrequência
Modalidade terapêutica que utiliza radiações de alta frequência, que atravessa os tecidos adjacentes aos eletrodos como corrente de condução e produz aumento de temperatura. Provoca vasodilatação e aumento da circulação sanguínea, estímulo do aporte de nutrientes e oxigênio, acelerando a eliminação dos catabólitos, aumento da atividade metabólica e enzimática, efeito analgésico na estimulação nervosa, ativa a lipólise e a microcirculação arterial e venolinfática.

Eletrolipólise
Utiliza corrente elétrica com frequências que podem variar de 5 a 50 Hz e a dosagem em mA. Pode-se dizer que se trata de um tipo de corrente galvânica modulada em ondas diferentes, sendo as mais comuns chamadas de retangulares ampla e aguda e trapezoidais ampla e aguda, com alternância de polaridade a cada um, dois e três segundos. Trata gordura localizada e celulite em diversos graus. Pode ser aplicada com agulhas, um método exclusivamente médico; e sem agulhas, feita por eletrodos de silicone condutivo, de baixíssima resistência intrínseca, colocados aos pares, com distanciamento de 5 a 6 cm.

Ultrassom
Consiste no uso de ondas sonoras (vibrações mecânicas) não percebidas pelo ouvido humano, produzidas a partir da transformação da corrente comercial em corrente de alta frequência que, ao incidir sobre um cristal (cerâmico ou similar), emite as ondas na mesma frequência da corrente recebida. Promove efeito de alteração no potencial de permeabilidade da membrana e aceleração dos processos osmóticos (difusão) e consequente aumento do metabolismo, da atividade fibroblástica, da síntese de colágeno, do fluxo sanguíneo (como consequência da vasodilatação), da síntese de proteínas, da atividade enzimática das células, elevação dos níveis intracelulares de cálcio e estimulação da angiogênese.

Ultrassom de grande superfície
Utiliza o mesmo princípio do ultrassom, porém com área de aplicação ampliada. É uma ótima opção para complementar o tratamento da gordura localizada e celulite, agindo diretamente nas células de gordura. Os efeitos fisiológicos são os mesmos de qualquer equipamento de ultrassom comum, porém são em uma área maior, o que amplia o campo de aplicação e/ou reduz o tempo de tratamento, tornando-o um excelente recurso de recuperação e redução da formação de edemas nos pós-operatórios.

Eletrolifiting
Técnica em que se utilizam microcorrentes variáveis de baixa frequência, com a finalidade de produzir um levantamento da pele a estruturas adjacentes, atenuando rugas e linhas de expressão, bem como estrias. Trata-se de um método invasivo, porém superficial, que associa os efeitos de uma fina agulha aos da corrente elétrica contínua em microamperagem, mais especificamente no polo negativo, estimulando um processo de reparo do tecido que promove o preenchimento tecidual, em consequência de uma renovação celular acelerada. Indicado, por exemplo, para atenuação do sulco nasolabial, de rugas entre sobrancelhas e região frontal, e de elastose, envelhecimento cutâneo e estrias. Também pode ser realizado com a caneta ponteira.

Corrente Russa
Estimulação elétrica neuromuscular para fortalecimento dos músculos. Pode ser definida como uma corrente alternada de média frequência, que permite aplicação de alta amperagem, em torno de 100mA. Capaz de auxiliar no estímulo de aumento de tônus muscular, e melhora da circulação sanguínea local.

 

Seja qual for a técnica escolhida vale ressaltar a você, profissional de saúde estética, que o importante é conhecer o tipo de corrente, e não necessariamente os nomes comerciais dos equipamentos disponíveis no mercado, pois eles podem ser variáveis. Desta forma fica mais fácil saber qual produto utilizar com determinado recurso. E lembre-se sempre de que a escolha do equipamento e do cosmético a ser associado deve ser baseada na necessidade de cada cliente após particularidades levantadas pelo prontuário estético e definição do melhor protocolo a ser aplicado.

Este material é de autoria de Buona Vita e está protegido sob a Lei de Direitos autorais. A sua reprodução total ou parcial é permitida, desde que na sua forma original sem qualquer tipo de adulteração ou alteração, sendo obrigatório a citação do nome do autor, sua obra e fonte de veiculação. O descumprimento destas condições ensejará ao infrator as penalidades cíveis e criminais cabíveis.

Referências Bibliográficas
Miedes, J.L.L.- ELECTROESTÉTICA – Ed. Videocinco – Madrid – 1999 – pp. 63-66
Winter, W. R. – ELETROCOSMÉTICA – Ed. Vida Estética – 3ª Ed. 2001- pp. 129-133
Silva, Mariângela T. – ELETROLIFTING – Ed. Vida Estética – 1998 – pp. 31
Guirro, Elaine C. O. – Guirro, R. R. J. – FISIOTERAPIA EM ESTÉTICA – FUNDAMENTOS, RECURSOS E PATOLOGIAS – Ed. Manole – 2ª Ed. – 1996
Silva, Marizilda, T. – ELETROTERAPIA EM ESTÉTICA CORPORAL – Ed. Robe – 1997 – pp. 5-8
Guirro, E. C. O. & Guirro, R. R. J. – FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL – FUNDAMENTOS, RECURSOS E PATOLOGIAS – Ed. Manole – 3ª Ed. Revisada e ampliada – 2002.
SALGADO, A. S. I. – Eletrofisioterapia – Manual Clínico – Ed. Midiograf – Londrina – PR 1ª ed. 1999.
WATSON, T. Estimulação Elétrica para cicatrização de Feridas (em Eletroterapia de Clayton) – 10ª ed. – Manole São Paulo 1998.

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